segunda-feira, 25 de março de 2013

MEMÓRIAS DA ÁFRICA E DO ORIENTE

História Geral de Cabo Verde. III
Coordenação de Maria Emília Madeira Santos , III, 2002 - 540 pags.


Para quem quer conhecer mais sobre a ocupação portuguesa na África, recomendo o sítio "Memórias da África e do Oriente".

A seguir, trecho do texto de apresentação do portal:


"O Portal das Memórias de África e do Oriente é um projecto da Fundação Portugal-África desenvolvido e mantido pela Universidade de Aveiro e pelo Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento desde 1997. É um instrumento fundamental e pioneiro na tentativa de potenciar a memória histórica dos laços que unem Portugal e a Lusofonia, sendo deste modo uma ponte com o nosso passado comum na construção de um identidade colectiva aos povos de todos esses países."

terça-feira, 12 de março de 2013

MULHERES AFRICANAS NA DEUTSCHE WELLE

Abaixo, reportagem da rádio Deutsche Welle sobre o documentário "Mulheres Africanas - A Rede Invisível", que estreou no dia 8 de março em cinco capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.



Duas mulheres com o realizador Carlos Nascimbeni (dir.)

Assinala-se nesta sexta-feira (08.03.) o dia internacional da mulher. Um documentário de Carlos Nascimbeni (dir.) fala sobre cinco mulheres africanas que deixaram a sua impressão digital na história do continente.
"O subterrâneo funcionamento deste continente está nas mãos da mulher. É exatamente aquele ditado que diz: 'A mulher sustenta metade do céu'. No dia em que ela larga, tudo rui", diz Luísa Diogo no trailer do documentário "Mulheres Africanas – A Rede Invisível".
Sentada numa cadeira, com o "penteado da rainha" em forma de coroa e vestido típico africano de cor verde, a antiga primeira-ministra de Moçambique descreve, no filme, a importância das mulheres no seu país e em África: a mulher, conta Luísa Diogo, é alguém que consegue unir toda a gente à sua volta.
Essa é justamente uma das grandes mensagens do documentário, explica o realizador brasileiro Carlos Nascimbeni: "A teia de ação das mulheres em África é uma que é feita no dia-a-dia, que não aparece, mas é a teia que, na verdade, sustenta o tecido social e determina muitas das relações."
Luísa Diogo, ex-primeira ministra de Moçambique e quadro sénior do partido FRELIMOLuísa Diogo, ex-primeira ministra de Moçambique e quadro sénior do partido FRELIMO
Mulher, a pacificadora
O realizador dá um exemplo – o que aconteceu depois da guerra civil em Moçambique: "Uma família, cada um contra o outro. Você tem um irmão que está de um lado e um irmão que está do outro. Quando a guerra acabou, quem foi que unificou essas pessoas? Foi a mulher, a mãe. Ela trouxe os seus filhos para dentro de casa, o seu marido, e disse: 'olha, aqui não há guerra'."
Outra das pessoas que Nascimbeni entrevistou foi Graça Machel, antiga esposa do primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel, e atual mulher de Nelson Mandela e também ex-ministra da Educação em Moçambique.
Além dela, outras três mulheres contam as suas histórias: a Nobel da Literatura sul-africana Nadine Gordimer, a Prémio Nobel da Paz liberiana Leymah Gbowee e a empresária da Tanzânia, Sara Masasi.
O documentário de 80 minutos já passou pelo festival Dockanema, em Moçambique, e também pelo Festival de cinema do Rio.
Agora, vai poder ser visto pelo grande público nas salas de cinema de cinco cidades brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.
Graça Machel lidera projetos de desenvolvimento comunitário em MoçambiqueGraça Machel lidera projetos de desenvolvimento comunitário em Moçambique
O documentário será exibido em África
Depois, o realizador diz que as histórias das cinco mulheres africanas vão continuar a ser contadas nas televisões de África: "Nós fechámos um contrato com uma empresa que vai distribuir o filme em África. Acho que principalmente para a televisão."
Carlos Nascimbeni planeia também levar o documentário a outros lugares: "Agora, depois desta exibição que vai ficar, provavelmente, um mês em cartaz aqui, nós vamos verificar a possibilidade de exibir em outros países. Eu acho que Portugal deve ter muito interesse. Provavelmente a Alemanha também… ou a China."
Autor: Guilherme Correia da Silva
Edição: Nádia Issufo / Renate Krieger

terça-feira, 20 de novembro de 2012

QUASE TUDO PARECE DIFERENTE

Voltei a Angola depois de dois anos e meio.

Quase tudo parece diferente.

Na rua, dois policiais tentam nos achacar durante uma filmagem.

No aeroporto, deixando o país, um dos funcionários da segurança no aparelho de raios-X pede dinheiro.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

YOUTH IN AFRICA


Os dados abaixo são da Mo Ibrahim Foundation.

Para ler o relatório completo, clique aqui.


In less than 3 generations, 41% of the world’s youth will be African

By 2035, Africa’s labour force will be larger than China’s


In some African countries, secondary school achievement has regressed


The median age of African leaders is 3 times the median age of the African population


At the end of the century, Africa will have the lowest dependency ratio in the world


Africa’s powerhouses are already ageing


Literacy is growing, but Africa still lags behind the rest of the world


Young Africans are more literate than their parents, but more unemployed


Current African educational levels are lower than China’s and India’s


By 2050, over 1/4 of the world’s labour force will be African


Nearly 9 million primary school-age children are out of school in Nigeria


Between 2010 and 2020, Africa will add 163 million people to its potential labour force


Only 2/3 of students progress from primary to secondary education in Africa


“Youth is a process of becoming rather than being”


Education is not compulsory in Ethiopia


Over the next 10 years, there will be 108 million more school-age children in Africa


In around 1/2 of African countries there are almost 40 pupils per teacher


Africa spends more on secondary education than the global average


The youngest athlete in the 2012 Olympic Games was a 13 year-old Togolese swimmer


The informal sector represents more than 80% of total employment in sub-Saharan Africa


Youth unemployment increases with education level in Africa


Africa has the lowest share of engineering graduates in the world


Sectors that drive GDP growth do not create the most jobs


Renting an office in Lagos is more expensive than in Manhattan or Dubai


West and Central Africa’s literacy lags behind East, Southern and North Africa


Heroin markets are expanding in Africa, noticeably in Egypt, Kenya, Nigeria and Tanzania


“Job readiness” is lacking in Nigeria, Kenya and Egypt


Almost 1/2 of the world’s out-of-school children live in sub-Saharan Africa


Current projects in extractive industries are capital intensive and create few jobs


1/2 of primary school-age children are out of school in Niger