Foi agora há pouco, na região da Igreja Sagrada Família.
A cidade ganha outra dimensão quando se está a pé.
As poucas calçadas ou estão esburacadas, ou com vazamento de água e esgoto, ou ocupadas por automóveis.
As ruas ou estão esburacadas, ou com vazamento de água e esgoto, ou ocupadas por automóveis.
Nas poucas calçadas em condições de se caminhar, temos a passagem bloqueada por grupos de seguranças ou seguranças desacompanhados refastelados em suas cadeiras de plástico branco.
Fiz a caminhada por opção. Ou melhor, por falta dela.
Precisava ir a determinado lugar, mas Domingos já havia ido embora.
Deparei-me com o impasse: ou vou de carro, e corro o risco de me atrasar por causa do engarrafamento e da falta de lugar para estacionar, ou vou a pé.
Fui a pé. Cerca de 10 minutos de caminhada.
A pé também podemos perceber melhor a fachada das casas. Muitas ainda mantêm o estilo colonial. A maioria está caindo aos pedaços.
As ruas estreitas não combinam com os 4X4 que as habitam e avançam sobre as calçadas.
Ou melhor, os 4X4 é que não combinam com as ruas estreitas e suas calçadas mais estreitas ainda.
Nas ruas de sentido único, temos de olhar para trás o tempo todo por causa das motos que circulam pela contramão.
Os motociclistas em Luanda não respeitam mão, contramão, calçadas, sinais fechados, conversões à esquerda, à direita.
Os automóveis param nos sinais. As motos continuam, complicando ainda mais o trânsito infernal de Luanda.
A polícia nada faz.
Ou melhor, faz. Do jeito dela.
Luanda não é uma cidade muito grande. Daria para fazer muita coisa a pé. Mas caminhar por alguns sítios é impraticável por diversas razões.
Mas a cidade chega lá.
Um dia.
Uganda: Netizens Show Support for National Team on Twitter, Facebook
10 minutos atrás

5 comentários:
Ai, como eu queria saber seu nome completo pra poder dizer "Senhor Fulano de Tal e Silva, como ousa me dizer que depois de tanto tempo aqui só agora é que o senhor caminhou pela primeira vez na cidade???" =)
Só tá perdoado porque não é exatamente o tipo de passeio recomendado pelo Lonely Planet Guide...
Branquela,
É que, apesar de, no mano-a-mano, eu ser praticamente uma máquina de matar, também sou muito medroso...
Mas isso é o mundo real. Bem-vindo! Afinal ruas limpas e asfaltadas, bem sinalizadas, tudo funcionado para facilitar a vida das pessoas, são peculiaridades de um país que não existe, né? Fazer o quê?
É prudente você não andar à pé por aí. Convém não expor desnecessariamente os transeuntes ao risco de confronto com uma máquina de matar (praticamente).
Praticamente uma máquina de matar???
Ainda bem que o nosso contato tem ficado restrito ao mundo virtual! =)
É, eu sei como é isso, eu também sou medrosa. E tenho uma teoria sobre isso: as pessoas nos tornam medrosas. Se ninguém tivesse me falado sobre nada quando cheguei, como sobre eu poder pegar malária ao respirar no meio da rua, por exemplo, as caminhadas e outros contatos com o mundo exterior teriam sido bem mais fáceis. Mas tudo bem, eles fizeram isso pensando no meu bem... Certo?
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