terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

HUMAN RIGHTS WATCH X MPLA

Matéria publicada hoje pela BBC África mostra relatório da organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) sobre o processo eleitoral angolano. Leia abaixo ou no sítio da agência inglesa.

E, aqui, o relatório original da HRW.


Organização critica eleições angolanas

Quando se espera a realização de eleições presidenciais em Angola antes do fim do ano, a Organização dos Direitos Humanos Human Rights Watch veio a público apelar ao governo de Luanda que proceda a reformas na Comissão Nacional de Eleições.

Num relatório de 45 páginas a Human Rights Watch afirma que as reformas são necessárias para garantir uma monitorização credível e independente de eleições futuras.

No documento intitulado de "Democracia ou Monopólio, o Regresso Relutante de Angola a Eleições", a organização insiste que a avaliação às alegadas irregularidades nas eleições gerais do ano passado continua por publicar.

Insiste igualmente que a incerteza quanto à realização das eleições presidenciais, ainda sem data marcada, não deve ser usada como justificação para que os problemas apontados no pleito de 2008 não sejam remediados.

Campanha
A falar à BBC, o secretário para a informação do MPLA, partido no poder, Norberto dos Santos Kwata Kanawa acusou a organização de fazer campanha contra o MPLA.

“Antes das eleições esta organização andou a fazer campanhas contra o MPLA e contra o governo. Realizamos as eleições e como estas não produziram o resultado que eles esperavam começaram a criar outros fantasmas”.

“Nós no MPLA consideramos que uma organização não-governamental não deve interferir com a vida dos povos”, afirmou o porta-voz do MPLA, Norberto dos Santos Kwata Kanawa.

Falta de acesso
O relatório denuncia desequilíbrios entre os partidos no acesso a fundos estatais para campanha eleitoral e no acesso aos órgãos de comunicação públicos mas o representante do MPLA assegura que o governo não recebeu quaisquer queixas por parte dos partidos da oposição.

“Eu não sei se eles (Human Rights Watch) têm alguma procuração para falarem em nome dos partidos mas aqui não recebemos no MPLA e no Parlamento sei que ainda não deu entrada nenhuma petição de qualquer partido político sobre estas questões que estão a ser colocadas”, defendeu Norberto dos Santos Kwata Kanawa.

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