Escutei a frase ontem, às 7h30 da manhã, quando desembarcava do vôo Lisboa-Luanda.
Eu aguardava autorização para descer a escada do avião e pegar um dos ônibus no aeroporto 4 de Fevereiro rumo à sala da imigração.
Um português atrás de mim comenta, em voz baixa, com alguns integrantes da tripulação que se despediam dos passageiros:
PORTUGUÊS: Bem-vindo ao inferno!
Silêncio da tripulação.
PORTUGUÊS: Isto aqui é um inferno!
Silêncio da tripulação.
PORTUGUÊS: Se Portugal não estivesse em crise, eu não precisaria estar cá a trabalhar.
Silêncio da tripulação.
Desembarcamos.
Entramos no caos da sala de imigração do aeroporto 4 de Fevereiro.
Seguimos nossas vidas.
Uganda: Netizens Show Support for National Team on Twitter, Facebook
15 minutos atrás

5 comentários:
O "intrigante" nesse episódio foi o silêncio da tripulação. Eu ficaria desconfiada, afinal aqui a gente costuma dizer que quem cala, consente... Hehehe
Sair de um inferno sem trabalho para um inferno com trabalho?
Desejo que esse infeliz não seja filho de nenhum retornado, que o pai não merece tamanho castigo!
Engraçado.... Aqui em CV, se a gente encontra algum branco reclamando na rua, é brasileiro :) Os portugueses encaram a vida aqui bem melhor que nós, de maneira geral... Também, tirando a população, CV não é TÃO diferente assim de uma aldeiazinha perdida no interior de Portugal...
Ahhh, sem hipocrisia septuagenário. Que isto aqui não é nem de longe um lugar aprazível para se viver, até os mais burros dos angolanos sabem. Viva a civilização. Sim, estamos recolonizando Africa, that's the true... e eles precisam SIM de nós, por isso encaramos o purgatório, um dia retornaremos aos nossos paraísos.
Quarentão, Deus o oiça, em companhias agradáveis, já que no meu tempo estávamos "orgulhosamente sós".
Que isolameto divinal!
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