Foi hoje.
Agora há pouco.
Na verdade, acabei de desligar o telefone.
Liguei para a casa dele.
Atendeu uma voz masculina.
VOZ MASCULINA: Alô!
EU: Boa tarde, é da residência do senhor Pepetela?
VOZ MASCULINA: Sim.
EU: Eu poderia falar com ele?
VOZ MASCULINA (no momento em que ganha uma identidade e se transmuta em Pepetela): Sim, sou eu.
EU: Estou fazendo uma reportagem sobre a presença brasileira em Angola e gostaria de entrevistá-lo.
PEPETELA: Esta semana é impossível.
EU: Pode ser na próxima semana.
PEPETELA: Não tem pressa? Esta semana está difícil.
EU: É uma reportagem grande, podemos marcar para a próxima semana. Que dia o senhor pode?
PEPETELA: Deixe-me ver. Terça-feira é que dia?
EU (verificando no calendário do computador): Já digo...17.
PEPETELA: Pode ser.
EU: Que horas?
PEPETELA: Às 16h.
EU: OK. Qual o seu endereço?
Anoto o endereço.
EU: O senhor gostaria do número do meu telemóvel, caso haja algum imprevisto?
PEPETELA: Sim, pode dizer.
Digo.
EU: Obrigado. Até terça.
PEPETELA: Até terça.
Terça-feira, às 16h, vou entrevistar o Pepetela.
E ele nem imagina que terá de autografar todos os livros que tenho dele.
Uganda: Netizens Show Support for National Team on Twitter, Facebook
15 minutos atrás

3 comentários:
hahaha, morri de inveja, também quero!!!!
bj
Esqueci de falar. Vc viu a exposição do Rui Duarte no Instituto Camôes? Está muito bonita, vale a pena a visita!
bj
Também com inveja!
Já leu "Yaka"?
abraço,
JPT
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