quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O DIA EM QUE FALEI POR TELEFONE COM O PEPETELA

Foi hoje.

Agora há pouco.

Na verdade, acabei de desligar o telefone.

Liguei para a casa dele.

Atendeu uma voz masculina.

VOZ MASCULINA: Alô!

EU: Boa tarde, é da residência do senhor Pepetela?

VOZ MASCULINA: Sim.

EU: Eu poderia falar com ele?

VOZ MASCULINA (no momento em que ganha uma identidade e se transmuta em Pepetela): Sim, sou eu.

EU: Estou fazendo uma reportagem sobre a presença brasileira em Angola e gostaria de entrevistá-lo.

PEPETELA: Esta semana é impossível.

EU: Pode ser na próxima semana.

PEPETELA: Não tem pressa? Esta semana está difícil.

EU: É uma reportagem grande, podemos marcar para a próxima semana. Que dia o senhor pode?

PEPETELA: Deixe-me ver. Terça-feira é que dia?

EU (verificando no calendário do computador): Já digo...17.

PEPETELA: Pode ser.

EU: Que horas?

PEPETELA: Às 16h.

EU: OK. Qual o seu endereço?

Anoto o endereço.

EU: O senhor gostaria do número do meu telemóvel, caso haja algum imprevisto?

PEPETELA: Sim, pode dizer.

Digo.

EU: Obrigado. Até terça.

PEPETELA: Até terça.

Terça-feira, às 16h, vou entrevistar o Pepetela.

E ele nem imagina que terá de autografar todos os livros que tenho dele.

3 comentários:

Menina de Angola disse...

hahaha, morri de inveja, também quero!!!!

bj

Menina de Angola disse...

Esqueci de falar. Vc viu a exposição do Rui Duarte no Instituto Camôes? Está muito bonita, vale a pena a visita!

bj

João Paulo Toledo disse...

Também com inveja!
Já leu "Yaka"?

abraço,
JPT