segunda-feira, 30 de março de 2009

O SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE ANGOLANO É PRIVADO

Paga-se tudo.

Para entrar no hospital, para conseguir uma senha, para colocar o nome na lista, para ser atendido pelo médico, pelos exames, para conseguir pegar o exame. Se um parente estiver internado, visita só entra se pagar.

No fim do dia, claro, há um rateio.

Todo mundo leva o seu.

5 comentários:

RMM disse...

Que horror. Não é que se pague pelos serviços de saúde mas as pessoas são extorquidas para ter acesso à informações básicas as quais tem direito, como receber os resultados dos exames que já foram feitos e pagos. Acho isto muito grave e um sinal de que Angola vai muito mal das pernas. A sociedade que permite e aceita que as pessoas sejam extorquidas para receber informações ou serviços básicos, aos quais tem natural direito, é uma sociedade doente moralmente. Não há pobreza material que justifique tudo isto que só se justifica pela pobreza moral. Sinto muitíssimo.

Lara Maria disse...

Fala sério, que exploração! E o povo que não pode pagar?

Anônimo disse...

que horror...que mania desses angolanos imitarem tudo de ruim que se faz no brasil...dia desses os brasileiros mataram um empresario angolano em S.Paulo em plena luz do dia quando fazia suas compras. Foi baleado para ser roubado. Vamos pedir para os angolanos não imitarem isso.

RMM disse...

Em concordância com as afirmações de Anônimo:

se os males de Angola derivarem do fato dos angolanos imitarem os brasileiros, Angola está perdida...

No Brasil a sociedade vive em crise ética e moral há décadas. Aqui assassina-se, para roubar, empresários e trabalhadores. Aqui assassina-se, para roubar, brasileiros, africanos, europeus e quem mais tenha coragem de pisar nesta terra. Morrem por balas perdidas adultos e crianças. Quando presos os bandidos, as leis não os mantêm nas cadeias por muito tempo.

Que Angola tenha sorte e juízo suficientes para não imitar o Brasil e tomara que seja este todo o seu mal. Tomara que não haja corrupção pela ganância de embolsar uns trocados sem trabalhar, formação de gangues viciadas em manipular informações, desrespeito aos direitos alheios como ocorrem em outros países africanos, de falas distintas da portuguesa, que vivem suas próprias tragédias sem influência dos brasileiros.

AP disse...

Em Portugal não é muito diferente...