A poligamia é comum na África. E em Angola não seria diferente.
O provável futuro presidente da África do Sul, Jacob Zuma, tem várias esposas e filhos. Numa entrevista, ele disse que, ao contrário de muitos políticos que mantêm amantes e escondem os filhos ilegítimos para passar uma imagem de que são monogâmicos, ele, Zuma, se considerava diferente.
Ele disse: “Prefiro jogar aberto. Amo todas as minhas mulheres e tenho muito orgulho dos meus filhos.”
Em Angola, dependendo da situação, não se deve perguntar quantos filhos um homem tem. Principalmente se ele estiver acompanhado da mulher.
Recentemente, cometi uma gafe (já escrevi sobre isso) com uma pessoa de renome na sociedade angolana. Eu o havia encontrado numa recepção com a esposa. Semanas depois, em outro evento, ele estava com uma moça. Eu disse que a garota, uma adolescente, parecia com a mãe. E ouvi o seguinte, de maneira bem gentil.
PESSOA DE RENOME – Não, não, estás a confundir. Esta não é filha daquela. É do meu outro casamento.
Pois Pytu, com quem tenho trabalhado ultimamente, também é assim.
Ele vive com a primeira mulher, com quem tem um filho. Não se casaram. Fizeram a cerimônia do alembamento (o noivado tradicional de Angola) mas não casaram. Apenas vivem juntos.
Pytu tem dois filhos gêmeos com uma segunda mulher, com quem se encontra regularmente.
As duas mulheres sabem uma da outra.
Quando estamos trabalhando, Pytu passa boa parte do tempo ao telefone, ligando ou recebendo ligações de namoradas.
PYTU – Essa gaja está a me ligar. Diz que quer me encontrar.
EU – Mas ela não sabe que você é casado?
PYTU – Sabe, mas fica a me ligar. Sei que ela mora lá pelos lados da Cuca. Diz que quer me ver...
No outro dia, escuto Pytu ao telefone (sim, eles falam desse jeito, com as palavras emendadas):
PYTU – Tásaonde? Eh quê? Ahh! Quero tencontrá, tásaver?
No dia em que o papa Bento XVI se reuniu com jovens no estádio dos Coqueiros, Pytu me apresentou uma namorada. Na época, eu não sabia que ele era casado e tinha duas mulheres.
Meia hora depois, quando tivemos de nos movimentar para perto do palco onde estava o papa, Pytu engatou uma conversa com uma jovem jornalista de uma publicação local. Trocaram telefones. Essa é a gaja que mencionei lá em cima, que está a ligar para o Pytu.
Depois, Pytu reencontrou a namorada (que não era nenhuma das duas esposas), que havia ficado tomando conta do tripé da câmera.
Aqui, é assim.
Uganda: Netizens Show Support for National Team on Twitter, Facebook
25 minutos atrás

3 comentários:
Cara, o tripé deve ser o Pytu... o malandro deve ser feito de açucar :D
Aqui em Cabo Verde é assim tbm... mas o pessoal tenta ser discreto :)
Melhor seria se fossem duas ao mesmo tempo.
Isto aqui virou o clube do Bolinha?
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