terça-feira, 12 de maio de 2009

AS VEZES EM QUE ENCONTREI O CORONEL MUAMMAR KADAFI E ROBERT MUGABE NA ÁFRICA DO SUL

A primeira vez foi no sábado, durante a posse de Jacob Zuma.

Eu estava no anfiteatro do Union Building, a sede do governo sul-africano, espremido entre uma centena de jornalistas do mundo inteiro que acompanhavam a cerimônia.

O Union Building é um prédio elegante que fica na parte alta da região central de Pretória. Possui belos jardins que ficam na parte baixa. Para chegar ao Union Building é necessário subir algumas escadarias. Mas lá de baixo tem-se uma visão magnífica do prédio do governo.

Bem em frente ao palco em que Zuma fez o juramento e assinou o termo de posse ficava o cercadinho da platéia super vip.

Ali, só entravam presidentes, primeiros-ministros, ministros de relações exteriores, ministros em geral, reis, príncipes e ditadores.

O ritual era o seguinte: as autoridades super vips chegavam em seus carrões. Por dois telões imensos a platéia podia assistir os dignatários descendo dos carros e subindo as escadas forradas com tapete vermelho até a lateral do palco onde Zuma ficaria.

Assim que terminavam de subir as escadas, eram encaminhados para o cercadinho vip, bem em frente ao palco.

Algumas autoridades provocavam reação do público.

Mas nada comparado ao coronel Muammar Kadafi, presidente/ditador/dono da Líbia, e a Robert Mugabe, presidente/ditador/dono do Zimbábue.

Mugabe chegou primeiro.

Assim que a imagem dele piscou no telão, os convidados no anfiteatro comemoraram. Muitos aplaudiram. Mas a reação mais entusiasmada foi a da plebe, que estava distante, nos gramados do Union Building, assistindo a tudo por outros telões.

Nas fotos sem qualidade nem apuro técnico aí abaixo (que fiz lá de longe, com o zoom da minha maquininha no máximo) dá para ver o Mugabe chegando com a patroa.

E depois cumprimentando alguém que não sei quem é. Mas deve ser importante.

De onde eu estava, dava para ver e escutar a mutidão lá embaixo.

Uma espécie de delírio coletivo. Aplausos, gritos.

Vejam aí abaixo a visão que eu tinha de parte da ala dos convidados vips e da plebe lá embaixo.

Mugabe foi o libertador do Zimbábue, antiga Rodésia.
Ao longo dos anos, a situação degringolou.
Não vou entrar em detalhes nem fazer análise política do caso.
Quem quiser saber um pouco mais, clique aqui e leia no sítio da CIA. Mas lembre-se: quem escreveu tudo isso foi a CIA.
Há uma biografia do Mugabe. Chama-se Mugabe, escrita pelo Martin Meredith, autor de vários livros sobre a África.
Antes que perguntem, sim, também comprei esse.
Antes que perguntem de novo, sim, foi por orientação expressa das vozes que falam na minha cabeça toda vez que venho para a África do Sul. Depois chegou o coronel Muammar Kadafi.

Depois chegou o coronel Muammar Kadafi.
Na hora, fiquei em dúvida se era o Cauby Peixoto.
Mas a reação da platéia me deu a certeza de que era o Kadafi.
Gritos e aplausos.
Kadafi caminha como um rei, punho em riste, como podem ver aí abaixo.
Esta foi a primeira vez que vi o Kadafi ao vivo. De (bem) longe, mas ao vivo.

A segunda vez foi no dia seguinte, no domingo.

Estava almoçando sozinho na Mandela Square, bem ao lado da estátua gigante do Mandela, quando uma multidão passa na minha frente. Achei estranho, pois não era uma movimentação típica de turistas naquele lugar.

De repente, olha o Kadafi aí (embaixo).

Ele passou bem na minha frente, cercado por seguranças.

Eu estava com o garfo na mão, saboreando um filé.

O Kadafi se dirige para a estátua gigante do Mandela e fica ali, tirando fotos com algumas pessoas que me pareciam do governo sul-africano. Em questão de segundos, uma multidão se junta no local.

Os seguranças do Kadafi enlouquecem tentando impedir a aproximação dos turistas que passam a tirar fotos do homem desesperadamente.

De onde estou, só vejo o piscar de flashes.

Tudo o que não quero é levar um tiro de um guarda-costas líbio enquanto almoço na Mandela Square.

Depois de uns cinco minutos, Kadafi começa a se movimentar. Sai acenando para os turistas. Só faltou mandar beijinhos.

Veja abaixo a foto mais perto que consegui fazer dele.

Ele entra num restaurante na outra extremidade da Mandela Square. Aos poucos os turistas se dispersam.

Mas permanece a dúvida se Kadafi e Cauby são a mesma pessoa.

É possível.

Afinal, eles nunca foram vistos juntos.

7 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o relato. E aquela roupa do Kadafi? Acho que só pode ser roupa de ditador, eles sempre têm um modo especial de se vestir que deve fazer parte de todo o 'mise-en-scène' para atrair e encantar desavisados. Dá nisso que você descreveu: acaba levando o povo ao delírio.

Agora, "orientação expressa das vozes que falam na minha cabeça toda vez que venho para a África do Sul." é de-mais!!! Já ri muito.

João Marcelo disse...

Eu já defendo essa tese do Cauby há ANOS! Pede pro Kadafi cantar "Conceição" pra vc ver só... é IGUAL!

Mas sério... a falta que um rifle de precisão não faz!

Helga disse...

Hahhaha bem defendida a hipótese.

Ei, me amarrei na parte:

"Tudo o que não quero é levar um tiro de um guarda-costas líbio enquanto almoço na Mandela Square."

Lembra a cena dO homem que matou GV, sobre o assassinato de um membro da banda Franz Ferdinand.

Ei, o jeito que o ditador vai com a mão fechada me lembra algo.. o que era mesmo?

Lara Maria disse...

Esse Muammar acha que foi numa festa de fantasias? Cada roupa, pelo amor!

Estranhamente, o gesto do ditador também me lembrou algo, mas o que será mesmo...?

Esdras disse...

braço esquero estendido e punho cerrado? não era coisa dos panteras negras?

(conheci o blog hoje, parabéns)

Helga disse...

Exatamente. :) Obrigada. Só me vinha à cabeça Mão Negra, mas isso é de algum filme/desenho, hehehe. Gracias.

Anônimo disse...

Revolução Quilombolivariana! REQBRA e o verdadeiro povo brasileiro apóia e é solidaria a o grande líder libertador Muammar Kadafi na luta e soberania do povo líbio ao contrario da mídia e a elite dominante fascista e judaica sionista brasileira,que apóia e torce por Hordas imperialistas piratas predadores assassinos dos EUA e OTAN, querendo saquear o petróleo da Líbia e a Amazonas do Brasil.

Viva Zumbi! Viva Brasil Venceremos!
Ao Nosso Povo! Viva Brasil! Venceremos!
manifesto Revolução
Quilombolivariana e bradaram Vivas! a Simon Bolívar Viva! Zumbi!Tupac Amaru!Benkos BiojoS!Negra Hipólita! Sepé Tiaraju Alicutan!Sabino! Elesbão!Luis Gama,Lima Barreto,Cosme Bento! José Leonardo Chirinos !Antônio Ruiz,El Falucho! João Grande e Pajeú ,João Candido! Almirante Negro!Patrice Lumumba!Viva Che! Viva Martin Luther King!Malcolm X!Viva Oswaldão Viva! Mandela Viva!Luiz I.Lula da Silva, Viva! Chávez, Vivas! a Evo Ayma!Rafael Correa! Fernando Lugo!José Mujica(El Pepe)! Viva! a União dos Povos Latinos afro-ameríndios,! 1º de maio,
Viva Dilma!Os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados.
Movimento Revolucionário Socialista (Seja um,uma) QUILOMBOLIVARIANO
O maior blog de Chávez e Chavista das Américas
vivachavezviva.blogspot.com
quilombonnq@bol.com.br
Organização Negra Nacional Quilombo
O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970