A primeira frase é assim: “For a man of his age, fifty-two, divorced, he has, to his mind, solved the problem of sex rather well.”
Coetzee nasceu e viveu boa parte da vida em Cape Town. Foi professor universitário, ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 2003.
Segundo me contam novos amigos de Cape Town, Coetzee costumava ter caso com as alunas. Hoje, mora em Londres.
É bom ler um livro que menciona ruas e lugares por onde passei.
Fez frio em Cape Town. Nuvens carregadas esconderam a Table Mountain durante boa parte da semana.
Fui a Robben Island. O guia era um ex-preso político. Passou sete anos lá, alguns com Nelson Mandela.
Passei pela cela do Mandela. Não havia banheiro. Os presos recebiam um balde para fazer as necessidades. Pela manhã, iam ao banheiro coletivo despejar fezes e urina. Lavavam o balde com as próprias mãos.
Não há nomes nos livros, mas relata-se que os presos políticos eram colocados nas celas com presos comuns para, deliberadamente, sofrerem abusos sexuais que serviam para “quebrar-lhes o espírito”. Abusos sexuais de outros presos e dos guardas.
Entrevistei Mary Burton, argentina que morou no Brasil, vive em Cape Town há mais de 40 anos e integrou a Comissão de Reconciliação e Justiça. Ela fala sobre a frustração das vítimas com o fato de pouca gente ter sido punida. E da frustração com a anistia concedida a todos. No meio da conversa, ela diz:
MARY BURTON – A anistia foi o preço a ser pago pela paz.

5 comentários:
Olá...
Tô com saudade de Cape Town. Cidade incrível!
Fiz os mesmos passeios que vc fez.
Vc já ouviu o "estouro" que há TODO dia ao meio-dia??? Perceba!! Depois disso vá até uma base militar que há na Lions Head e escute a história dos tiros de canhão que ocorrem diariamente às 12horas. Passeio interessante!
Para mim o apartheid foi assinado a lápis. Ainda há muito preconceito, discriminação e as pessoas são defensivas... vc percebeu isso tmb??
"A anistia foi o preço a ser pago pela paz."
Acho que já vi esse 'filme' e, o preço pode até ter sido alto para alguns, mas acho que pela paz vale a pena.
o nosso diário da áfrica sumiu? Atualizo atualizo atualizo e nenhum post novo...
Tudo bem, enquanto isso vejo o Candongueiro para checar as estripulias em que o endiabrado João se mete.
Essa última frase pode ser muitíssimo bem aplicada à nossa ditadura. Infelizmente.
Fui embora antes do seu retorno. Uma pena, sinto que teriamos longas e proveitosas conversas. Ainda conto com sua ajuda, rs. E as conversas hao de ter lugar, em algum lugar deste mundo, hehe. Seja aqui, ai, ou no meio do caminho.
J.
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