segunda-feira, 18 de maio de 2009

SERÁ?

Será que um dia vou olhar para trás e dizer que houve momentos de felicidade em Angola?

16 comentários:

Vitor Lopes disse...

É bem provável que sim ou que não.
Como tudo na vida...
Sorte e sucesso na caminhada.
Abraços.
Vitor Lopes

zé maia disse...

Meu caro,
Eu tô sempre aqui me metendo no seu blog. Mas é que ele me inspira intrometimento às vezes.
Agente só é feliz mediante tristezas, e Luanda dá isso de bandeja pra gente. Depois de ir embora essa enxurrada de perrengues e "alívios" cessa, aí é como largar uma droga poderosa. Rola uma crise de abstinência do cão uma hora ou outra.
Você vai inevitavelmente sentir uma saudade louca daí, pode escrever.
Uma pequena enquete com o povo ligado ao seu blog que já saiu daí pode sanar rapidamente suas dúvidas.
Abraço

Diário da África disse...

Zé,

Tenho dúvidas se sentirei saudades. As dificuldades sempre rendem boas histórias futuras. As pessoas ficam impressionadas com as coisas que acontecem por aqui. Mas, sinceramente, não sei sentirei falta da falta de energia, do trânsito caótico, da falta de opções, da agressividade das pessoas. São, mais uma vez, boas histórias para serem contadas, mas não gosto de vivê-las. Desde a semana passada, os cortes de energia têm sido frequentes. Oito a dez horas diárias aqui na região em que moro.
Acho q vc sente falta daqui por causa do seu estilo de vida. Tivemos um único contato em Luanda, mas fiquei com a impressão de que vc realmente sabe levar a vida e invejo seu desprendimento e atiramento em relação ao cotidiano. Assim como o João, capaz de seguir um grupo de pessoas, subir em prédios e entrar em festas de desconhecidos pelo simples prazer de conhecer gente e viver situações.
Sou medroso, não me aventuro. Pelo menos não dessa forma.
Talvez por isso seja tão sofrido. Mas não tenho as respostas.

zé maia disse...

Bem, voltemos à pergunta então. Aí você espera sair de vez de Luanda pra conversarmos... Aliás, tem data pra arrumar as malas?

Lara Maria disse...

Acho que vc vai rir das suas lembranças um dia, e não mais ficar com raiva.

zé maia disse...

eu não aguentei...
http://animaloportunista.blogspot.com/

Anônimo disse...

Jornalista, morei em dois países do chamado primeiro mundo. Um não sinto a mínima saudade, o outro amo e lembro todos os dias. Um jurei nunca mais voltar, o outro se pudesse passava seis meses lá e os outros seis cá. Mas sei que se tivesse que repetir tudo de novo, não hesitaria um instante. Com saudade ou sem saudade e além das histórias para contar, ficou a experiência, o amadurecimento, ficou a indepedência e por que não dizer, a competência para enfrentar situações 'inusitadas' por essa vida afora.
E isso não tem preço.

Claro, teve momentos difíceis mas a verdade é que tem certas coisas que não troco, não dou e não empresto, e essas experiências estão entre elas.
Na volta é que pude constatar como a vida pode ser fácil...

Mayra disse...

acho que sente sim.
não sei se exatamente do lugar, mas de uma convivência com algumas pessoas geniais que só foi possível aí - e não quero dizer que isso não tenha continuidade, deus me livre, apenas que foi luanda quem nos apresentou a todos, essa danadinha...

Helga disse...

Sim. Mas daqui a um boooom tempo. :) Por muito tempo você experimentará raiva, pena, angústia..

É o que alguém já disse: vc sentirá falta das pessoas, não do país (governo e desorganização). O peculiar deles, o que os torna únicos.

Não se atirar nas experiências mais loucas pode realmente você ter uma visão diferente das coisas. Experimente sair um pouco do seu personagem. :D

Ju Borges disse...

eu já morro de saudade!
e acho que vc vai sentir, sim.

Diário da África disse...

Não achei que esse post fosse provocar tantas manifestações.
Certamente terei saudades das pessoas. É verdade que foi graças a Luanda que encontrei todas elas. E foi, tb, graças a Luanda, que estabeleci o tipo de amizade que temos. No Brasil, provavelmente as relações seriam diferentes. Mais superficiais ou precisaríamos todos de mais tempo para chegar ao grau de amizade que conseguimos aqui.
Acho que sempre terei curiosidade de saber como as coisas se desenvolveram no país. Como estará Luanda em 2020? Uma metrópole africana com edifícios de vidro e aço apontando para a modernidade e uma massa de miseráveis. Altos índices de criminalidade e muito desemprego. Posso estar errado, mas acho que serão necessários pelo menos 50 anos para se começar a ter uma geração capaz de assumir as rédeas do país.

Mayra disse...

50 anos também é o meu chute. =)

joaoatento disse...

a pergunta q nao quer calar:
porque tantos Brasileiros vem p Angola???
porque vieram, se Angola é isso tudo e mais alguma coisa??
O q se passa no Brasil??
nao há trabalho?
nao ha dinheiro?
Angola tem muitassss dificuldades fruto de muitossss problemas q nao vale a pena nem enumerar..q todo mundpo tá careca de saber, mas pelo q sei em Angola, todo mundo é bemvindo e livre de querer ficar ou não..mas falar mal de tudo também já é demais..eu acho!
Imagino se fosse um Angolano a falar tão mal do Brasil como falaram aqui no blogue..!?

apenas para q conste, nao sou Angolano.

Anônimo disse...

O meu chute é que a coisa mudaria um pouco daqui a uns 50-100 anos *se* o petróleo continuasse a dar dinheiro até lá.

O que acho que vai acontecer, infelizmente, é que a fonte infinita de recursos vai se acabar (ou desvalorizar) e o país se afundará na miséria e corrupção como outros na África em menos de 50 anos.

Mas não fale nada disso pra um Angolano... Ele vai se ofender. :-)

Anônimo disse...

será? É óbvio que não. Vc tem um ódio visceral por Angola. Sente-se em cada palavra sua. É uma pena.
Sou portuguesa, vivo em Luanda há oito anos e gosto muito de cá estar.
Mas a diferença, é que eu não me fechei no meu mundinho e parti à descoberta deste País e deste Povo. E que coisas tão maravilhosas fui descobrindo.
Todo o planeta sabe que Angola tem muitos pbs por resolver, mas tb tem um sorriso lindo e muito verdadeiro.
Pena que vc não viu nada disso.
Bom retorno ao Brasil
Maria Lúcia

Anônimo disse...

O engraçado é que, voltando do Mussulo, conversando com uma angolana que dizia conhecer bem o Brasil por sempre visitar o país, esta fez questão de dizer que o trânsito do Rio de Janeiro é ruim, as ruas são sujas e perigosas e outros comentários que se pode esperar de alguém que more em Estocolmo, nunca de alguém que viva em Luanda.
Já se foram 2 anos que deixei Luanda e digo, só sinto falta do peso que tinha aí, pois, como não tinha coragem de comer quase nada, era 20kg mais magro.
Ao outro anônimo, nós brasileiros vamos para Angola pq somos capitalistas, pq, assim como os outros países, nossas empresas desejam explorar os recursos de Angola e aproveitar os grandes gastos com infraestrutura. Não é por outro motivo que Petrobras e Odebrecht estão em Angola e mandam centenas de funcionários por ano para aí. Eu fui por uma petroleira brasileira, minha remuneração era quase a mesma do Brasil, mas a empresa bancava casa, comida, empregada e transporte em Luanda Sul. Pq eu fui? Pq a empresa não pode contar com mão de obra angolana e precisa da presença dos brasileiros lá, simples assim.
Eu nunca esqueço a sensação maravilhosa que foi pousar em Johannesburgo no último voo de volta para o Brasil (eramos proibidos de voar de TAAG, então tinha que fazer Luanda-Johannesburgo-São Paulo-Rio de Janeiro), ou de, pela primeira, e até agora única, vez na vida ter achado o aeroporto de Guarulhos maravilhoso.
A única curiosidade que tenho é em saber como Luanda estará daqui a alguns anos, mas, honestamente, pretendo descobrir através da imprensa, terras angolanas, nunca mais.
Por fim, se tem gente que gosta de jiló, não é de surpreender que alguém goste muito de estar em Luanda. Tudo é possível.