segunda-feira, 31 de agosto de 2009

DE JOANESBURGO A LUANDA COM UMA CENTENA DE CHINESES

No vôo entre Joanesburgo e Luanda, boa parte dos assentos é ocupada por trabalhadores chineses.

Eles só falam chinês.

A impressão é de que entraram num avião pela primeira vez.

Um casal de chineses senta ao meu lado.

O serviço de vídeo do avião começa a funcionar.

A chinesa gruda os olhos na tela do meu monitor.

O dela não está funcionando.

Ela aperta os botões.

Nada.

E conversa com o chinês ao lado dela.

CHINESA - 南加地區四處火災,29日繼續延燒,除派洛斯福德牧場、聖蓋博谷地.

CHINÊS - 開出史上第二高兆彩頭獎 金記潮州決3日大放送 送用餐顧客每人一張兆彩.

Os dois passam a apertar os botões na tela do monitor e no aparelho de controle remoto.

Sem sucesso.

A chinesa resolve pedir minha ajuda.

CHINESA - 扮家家酒博物館 爾灣揭幕.

EU – ...

Por meio de sinais tento explicar o funcionamento do monitor de vídeo, mas parece que o aparelho está mesmo quebrado.

Ficamos nisso um bom tempo.

A chinesa insiste em falar comigo.

CHINESA - 扮家家酒博物館 爾灣揭幕.

Chega a refeição.

A aeromoça pergunta se queremos frango ou carne.

Sem entender nada, os chineses apontam para uma das bandejas.

Recebem frango com arroz, uma salada de macarrão fria e uma fatia de bolo de chocolate.

A chinesa abre todos os potinhos.

Prova o macarrão e faz cara de quem estranhou o sabor.

Prova o bolo de chocolate e faz cara de quem estranhou o sabor.

Prova o frango e faz cara de que estranhou o sabor.

Os dois passam a me observar enquanto como e soltam risinhos chineses.

Meia hora antes de o avião pousar, a tripulação começa a distribuir os formulários da vigilância sanitária para o controle da gripe suína.

Os chineses enlouquecem.

Imagino a sensação deles.

A mesma que eu teria se recebesse um formulário em chinês para preencher.

Primeiro, por meio de gestos, a chinesa me pede uma caneta emprestada.

Depois, pede a minha ajuda para preencher.

CHINESA -潮州決3日大放送 送用餐顧客

Peço o passaporte dela, que vem escrito em chinês e em alfabeto romano.

Preencho o nome, sobrenome, local de emissão do passaporte.

Aí chegamos ao momento delicado.

O questionário em si, com perguntas sobre os países visitados nos últimos 15 dias, se a pessoa está com tosse, febre, dor nos olhos etc.

A chinesa insiste para eu preencher o formulário.

Digo que não, que a partir de agora é com ela.

Mostro que ela tem de assinar no final do documento.

Ela não entende.

Mostro o meu formulário, em que meu nome está escrito em letra de forma no começo e assinado no final.

Ela parece entender.

E pede para eu assinar o documento dela.

Por meio de sinais, tento explicar que não posso. É ela quem tem de fazer isso.

Aparentemente, ela não sabe escrever no alfabeto romano.

Tento explicar que ela, então, precisa copiar as letras que formam o nome e o sobrenome para a última linha do formulário.

Ela insiste para eu assinar.

Digo que não.

Ela e o chinês se levantam e vão ao encontro dos demais chineses a bordo.

A tripulação está enlouquecida tentando ajudar os outros 97 chineses a preencher os formulários.

Meia hora depois, a chinesa volta com outra chinesa trazendo um formulário preenchido e assinado.

Ela me pede para verificar se está tudo ok.

De fato, a parte com as perguntas sobre eventuais sintomas de doença também está preenchida.

Teve febre nos últimos 15 dias? Não.

Tosse? Não.

E por aí vai.

Temos, pois, a situação em que uma centena de chineses chega a Angola e entrega na imigração formulários assinados garantindo que estão em perfeitas condições físicas e mentais.

AS DICAS DA EDINALDA*

Perguntaram-me, dia desses, o que significa, como e quando se usa a expressão latina a priori.

O uso é fácil.

Significa anterior à experiência, anterior à verificação experimental e só pode ser utilizada nesses casos.

E tem como antônima outra expressão latina: a posteriori, que significa conhecimento, afirmação, verdade provenientes da experiência, ou que dela dependem.

Na verdade, há uma banalização das duas expressões como se fosse sinônimas de "antes" e "depois".

A priori é uma expressão filosófica (ah, a Filosofia!) que designa uma etapa para se chegar ao conhecimento, que consiste no pensamento dedutivo.

Mais especificamente, o conhecimento proposicional não pode ser adquirido através da percepção, introspecção, memória ou testemunho.

É, assim, uma anterioridade lógica e não cronológica que é designada na noção a priori.

O conhecimento a priori se complementa com o conhecimento a posteriori, aquele que se adquire com a experiência.

* Coordenadora da Pós-Graduação em Literatura, Memória Cultural e Sociedade - Instituto Federal Fluminense
prof.edinalda@yahoo.com.br

sábado, 29 de agosto de 2009

O AEROPORTO 4 DE FEVEREIRO É MESMO GLORIOSO

Voltamos hoje a Luanda.

Chegamos num voo cheio de chineses.

Parece que muitos viajavam de avião pela primeira vez.

O desembarque no glorioso Aeroporto Interncional 4 de Fevereiro foi tranquilo.

Nem parece a Angola de poucos meses atrás.

Mas para ficar bom mesmo a administração do aerporto só precisa acabar com os malandros que continuam a abordar os passageiros no estacionamento.

Amanhã conto como é viajar ao lado de chineses.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

UM ORIX NO DESERTO


Havia acabado de passar.

BREVE RELATO SOBRE UMA MEDIDA EDUCATIVA

Há alguns dias, o avião pousa no aeroporto internacional de Windhoek.

Na Namíbia, tudo é diferente.

O desembarque é tranquilo.

As filas são respeitadas.

Precisamos trocar dinheiro.

Entro na fila da casa de câmbio.

Há uma angolana na minha frente.

Em Luanda, ela já havia furado a fila da imigração.

Ela está prestes a concluir a operação.

Sou o próximo a ser atendido.

Chega outra angolana.

As duas usam óculos escuros gigantes.

A OUTRA ANGOLANA - Pois. Acho que vou trocar só US$ 700.

ANGOLANA NA MINHA FRENTE - Não. Troca mais.

A OUTRA ANGOLANA - Não. Se precisar depois eu troco mais na cidade.

A outra angolana entrega o passaporte com os US$ 700 dentro para a amiga fazer o câmbio.

O funcionário da casa de câmbio faz um sinal negativo e aponta para o fim da fila.

ANGOLANA NA MINHA FRENTE - My friend.

FUNCIONÁRIO DA CASA DE CÂMBIO - No. She has to take the line.

ANGOLANA NA MINHA FRENTE - My friend.

FUNCIONÁRIO DA CASA DE CÂMBIO - No. Next.

No caso, o next sou eu.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A NAMÍBIA VISTA DE UM BALÃO

O passeio começa cedo.

Já é dia claro, mas o sol ainda não apareceu.

Antes da decolagem, ar quente.

Durante todo o passeio, a altitude é controlada pela quantidade de ar quente que será liberada no interior do balão.

Cheio, é esse o visual.

O balão abaixo estava a algumas centenas de metros distante do nosso.

Um futuro baloeiro estava sendo avaliado naquele momento, fazendo exercícios de decolagem e pouso diante da banca de examinadores.

Durante o passeio, subimos a pouco mais de dois mil metros.

A foto abaixo é de um pedaço do deserto da Namíbia e um finzinho de savana.

A Namíbia é um país deslumbrante.

Do alto, é ainda mais surpreendente.

A cadeia de montanhas surge entre uma vegetação verde-clara.

Um pouco mais adiante, a vegetação dá lugar ao deserto de Sossousvlei e suas dunas coloridas.

Lá embaixo, o futuro baloeiro continua na série de exercícios para conseguir o brevê.

O vôo de balão é de uma tranquilidade e suavidade surpreendentes.

O piloto não controla a direção que o balão irá tomar.

Fica à mercê do vento.

Quando não há vento, pode-se optar por liberar mais ar quente.

O balão sobe um pouco.

De vez em quando sopra uma brisa.

Depois de uma hora ao sabor dos ventos, é hora de preparar a aterrissagem.

O chão volta a ficar próximo.
Chega a equipe de resgate.

Força para segurar o cesto em que vão os passageiros.


Missão cumprida.


Clique nas fotos para ver que espetáculo!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

NO DESERTO DA NAMÍBIA

Vários dias sem internet.

Acima, um pedaço de Sossusvlei.

Agora não posso dar detalhes.

Estamos no aeroporto de Joanesburgo, a caminho da segunda parte da viagem.

Voltamos no fim do mês.

Talvez eu consiga postar algo antes disso.

Talvez não.

Veremos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

FÉRIAS!

Se vocês estão lendo este post é sinal de que tudo deu certo.

O avião conseguiu decolou.

Neste momento estamos a caminho de lugares secretos para merecidas férias.

Voltamos no começo de setembro.

Talvez haja algum post nesse meio tempo.

Talvez não.

Até!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

UM PÔR-DO-SOL EM TRÍPOLI

video

Há algum tempo eu havia postado uma versão mais rápida desse pôr-do-sol.

Agora vai em tempo real.

O mergulho do sol no horizonte é algo de espetacular.

A imagem, captada pelo William Sossai, foi feita da janela do quarto do hotel em que eu estava hospedado em Trípoli.

Editei com o som do chamado de uma mesquita que ficava a dois quarteirões do hotel.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A ÚLTIMA MENSAGEM DE GABRIEL BUCHMANN

Foi o e-mail que ele enviou para a família e a namorada antes de desaparecer.

Vale a pena reler.

É inspirador!


"Caríssimas mamãe, namorada e João, meus grandes parceiros de mochilagem desta fantástica trip,e querida irmãzinha,

Depois de mais de uma semana mergulhado de cabeça no coração da África, encontrei este cyber café aqui em Jinja, interior de Uganda e em frente à foz do rio Nilo...

e vos escrevo pra dizer que estou maravilhosamente bem...

meus dias aqui na África estão sendo absolutamente fantásticos ! ! !...

depois de passar uns dias na casa de um refugiado congolês nos subúrbios pobres de Nairóbi, fui parar nem sei direito como na remota tribo dos massais no kenya, onde passei dias correndo atrás de girafas, zebras e antílopes, com lanças e espadas e vivendo a vida tribal dos caras, dormindo em ocas, etc....

e entre outras aventuras pelo kenya, terminei em grande estilo, fazendo um safári de bike com um amigo meu massai num parque nacional lindíssimo...

tô muito roots, andando há uma semana enrolado em cangas coloridas e carregando um cajado e uma espada de aço...

e só sei que desde que cheguei na África, não vi NENHUM muzumgo (white man) além de mim...

ah, e hoje no meio de tudo coloquei uma criança na escola...

É uma longa estória, mas, resumidamente, depois de passar o dia passeando por um vilarejo aqui de Uganda com um menino que, entre outras coisas me apresentou a sua família paupérrima, e de por acaso visitar uma escola publica e falar com o diretor, acabei que paguei pela matriculas, mensalidades e todas as despesas do menino ate o fim do ano, e me comprometi a, se ele me mandar o boletim dele, continuar pagando pelos próximos anos...

mas o melhor de tudo é que aqui na África to conseguindo por em pratica a viagem que sempre idealizei...

hoje ficarei em hostel pela segunda vez desde que pisei no continente, todos os outros dias dormi e comi na casa de locais, gastando uns 2-3 dólares por dia, o que me permitiu a cada dia distribuir meu daily budget entre as pessoas que me hospedaram, alimentaram, etc...

to muito feliz com isso, de conseguir estar vivendo grandes aventuras e realizando uma viagem de profunda imersão no continente africano, absolutamente não turística, e de forma totalmente sustentável, transferindo 80% dos meus gastos pra africanos pobres...

e aqui com quase nada vc faz uma substancial diferença na vida das pessoas...

esse amigo meu congolês, por exemplo, com 12 dólares paguei o aluguel mensal da casa da família dele, esse menino com 40 dólares garanti um ano escolar pra ele numa escola super legal, hoje dei 2 dólares pra uma mulher que me convidou pra conhecer a casa dela e ela se ajoelhou e quase chorou...

podia escrever horas sobre essa minha primeira semana aqui na áfrica, to realmente muito contente por tudo aqui estar superando minhas melhores expectativas...

mas to escrevendo mesmo pra dar um sinal de vida, pois essa noite passei fazendo 4 baldeações pra atravessar do kenia pra Uganda durante a madrugada e andei o dia inteiro visitando dezenas de casas de agricultores, missões, escolas, etc., numa vila aleatória aqui no interior de Uganda...

tenho encontrado pessoas incríveis e fascinantes a cada dia que me apresentam a outras e de conexão em conexão vou penetrando aos poucos na alma da África...

tenho arranjado contatos incríveis e, semana que vem, depois de prestar minhas homenagens às vitimas do genocídio de Ruanda e de sei-la-o-que-me-espera no Burundi, vou visitar um garimpo de diamantes e os pigmeus nas selvas do congo com o irmão de um amigo, um campo de refugiados na Tanzânia onde mora o tio de outro amigo que fiz aqui, tentar arrumar uma forma afordable de subir o kilimanjaro e então espero minha linda cris chegar em Dar Es Salaam pra mais uma lua-de-mel em grande estilo...

ta bom, um parágrafo sobre os dois melhores amigos que fiz no Kenya...

Alex Alembe. Tava no ultimo ano de engenharia em Uvira, sua cidade no Congo. Certa noite uma milícia invadiu sua casa. Mataram sua mãe e sua irmã mais nova, mas ele conseguiu fugir pela janela. Foi parar num campo de refugiados na Tanzânia, onde ficou por 4 anos, se casou com uma tanzaniana e teve 3 filhos. Se mudou pra um subúrbio de Nairóbi e passou os últimos anos trazendo ouro e diamantes de garimpos no Congo e revendo em outros países da East Africa.

Conseguiu construir uma casa confortável, e nela alojar sua família e vários órfãos. Voltando de uma de suas viagens, assaltaram o ônibus onde estava e levaram suas maletas com tudo seu, dinheiro, diamantes e passaporte. Perdeu tudo. Se mudou com toda a família pra um casebre de 12m2. Mesmo assim, continua levando a cabo 3 projetos sociais, dando café da manha pra 20 crianças, amparando viúvas de vitimas de Aids e organizando um futebol todas as tardes.

Ta juntando tudo o que pode pra se candidatar pra deputado provincial no congo nas próximas eleições.

TIA. This is Africa.

Leonard. Massai cuja mãe me hospedou em sua casa em Iwatso Ogindong. Tava no ultimo ano de administração na universidade de Nairóbi. Depois de 3 anos de seca na terra dos massais, teve que largar a faculdade pra levar o gado que sobrou de sua família pra melhores pastagens.

Andou 8 dias por 500 km levando 100 cabeças atravessando cidades, inclusive passando pelo aeroporto de Nairóbi. Luta pra preservação da cultura massai e sonha em casar com uma americana, de preferência gorda.

Me batizou com um nome massai, Lemaya. Seu irmão, Brain, tem 20 anos e é respeitado na tribo. Aos 14 matou um leão e assim atingiu a maturidade. Aos 15 se casou com uma menina de 12 e outra de 13, que seus pais escolheram. Me deu sua espada de presente.

TIA. This is Africa.

Fui.

Mamãe, desculpa não te ligar ha tanto tempo, farei o máximo pra fazê-lo amanha de Kampala, capital do pais...

Cris, te escrevo em seguida...

Johnny, boa Rússia pra ti, irmão!

Russia Haracho!

Russia Kracivaia!

beijos,Gabriel”

ENCONTRADO O CORPO DE GABRIEL BUCHMANN

Acabo de ler no sítio do Globo.

Encontraram o corpo do Gabriel!
Valeu mesmo, Gabriel!

Encontrado o corpo de economista brasileiro que desapareceu na África

RIO - Foi encontrado, na manhã desta quarta-feira, o corpo do economista brasileiro Gabriel Buchmann, que estava desaparecido no Malawi, na África.


A informação foi passada ao Itamaraty, que já comunicou a família. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os parentes de Gabriel vão alugar um helicóptero para retirá-lo do local.

Em seguida, o corpo será autopsiado no próprio Malawi, para que sejam descobertas as causas da morte.

O Itamaraty ainda não sabe quando o corpo será trasladado para o Brasil.Gabriel - que tinha 28 anos de idade - estava desaparecido desde o dia 17 de julho, quando começou a escalar o Monte Mulanje, no Malawi, país no Centro-Sul da África.
O economista dispensou um guia local e começou a fazer a subida sozinho. A família foi oficialmente notificada do sumiço no dia 20, pela chancelaria francesa. Gabriel tem dupla cidadania.
A namorada de Gabriel e um tio dele já estavam no Malawi acompanhando as buscas, que eram realizadas por duas equipes: uma por terra e outra pelo ar.
O corpo de Gabriel foi localizado pelo grupo de terra, formado por voluntários canadenses e bombeiros do Rio de Janeiro. Onze voluntários da corporação tinham embarcado para o Malawi para ajudar nas buscas.
Na casa da mãe do economista, parentes ainda não querem comentar o assunto. "Estamos digerindo a notícia, que acabamos de receber", disse um homem, ao telefone.
Gabriel viajava pelo mundo desde 31 de julho de 2008, e já tinha visitado 60 países. As viagens faziam parte de um estudo do economista, que se preparava para fazer doutorado em Economia da Pobreza na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Ele tinha mestrado pela PUC-Rio e trabalhou no Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas.
Um dos países mais pobres do mundo, o Malawi era a última etapa da viagem de Gabriel, que deveria voltar ao Rio de Janeiro no último dia 28. Desde que o economista desapareceu, família e amigos montaram uma rede para tentar encontrar o economista e criaram um blog na internet, para receber notícias e doações.

THE SCRAMBLE FOR AFRICA

Comecei a ler um livro sensacional!

Chama-se The Scramble for Africa, do Thomas Pakenham.

Explica as coisas do começo.

Os avanços imperialistas sobre o continente.

E a estratégia espetacular do rei Leopold II, da Bélgica, para conseguir entrar na África.

O ponto de partido é a morte de David Livingstone, em maio de 1873, em Ilala.

E seguem relatos saborosos das aventuras do jornalista-explorador Henry Stanley, do marinheiro-explorador Pierre de Brazza (que deu nome à Brazzavile, capital da República do Congo, antigo Congo francês) e muitos outros.

Tentei colocar um link para os livros e personagens citados no post, mas por razões que desconheço a internet não tem funcionado bem desde a semana passada.

Não consigo acessar o hotmail e diversos sites, como o da Amazon.com.

De qualquer forma, fica a dica.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PRAIA DE SANTIAGO

A Praia de Santiago fica a cerca de 20km ao norte de Luanda.

Na região de Cacuaco.

É o cemitério de navios de Angola.

Para chegar lá, é preciso um 4X4.

Há um pequeno trecho de areia antes do acesso à praia pronto a sugar os carros.


No local há uma pequena colônia de pescadores.

Pode-se encomendar o peixe na hora.


Para quem vai a Santiago com uma pequena estrutura é possível assar o peixe.

E também encomendar outras iguarias.

Os preços não são os de Luanda.

Nem as gentes que por lá habitam.

Procurei na internet uma explicação para o cemitério de navios.

Não encontrei.

Mas um colega do grupo, que mora em Angola desde o ano 2000, deu uma versão.

Os navios estavam encalhados na Baía de Luanda.

Como o glorioso Karl Marx, abaixo, que já teve seus dias de pompa.

Atrapalhavam o acesso das demais embarcações num porto já de há muito saturado.

Os navios foram, então, rebocados para a Praia de Santiago.

Tampouco foram afundados.

Haveria dois motivos: os danos ambientais e os contratos internacionais de seguro.

Uma vez encalhados, ainda seria possível receber o seguro.

Deliberadamente afundados, prejuízo garantido para todas as partes.

Não sei se é fato.

Mas é garantia de um belo passeio.

O QUE FAZER SEM O HOTMAIL?

Desde ontem não consigo conectar o hotmail.

Digito o endereço http://www.hotmail.com/.

Aparece a mensagem de que o link está corrompido.

Nem o msn, que me avisa da chegada de novas mensagens.

Nem o e-mail.

E agora?

Minha esperança é que o Bill Gates, leitor assíduo do diário, leia logo este post e mande a equipe dele resolver o meu problema.