quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MUGABE, O IMPLACÁVEL

No Zimbábue, o embaixador dos Estados Unidos Christopher W. Dell escreveu, em 13/07/2007:

“Robert Mugabe sobreviveu tanto tempo porque é mais inteligente e implacável do que qualquer outro político no Zimbábue. Para dar ao diabo o que lhe é devido, ele é um estrategista brilhante e tem prosperado em sua capacidade de mudar as regras do jogo, radicalizar a dinâmica política e forçar a todos a reagir a sua agenda política.

No entanto, ele se prejudica por vários fatores: seu ego e crença em sua própria infalibilidade; o obsessivo foco no passado como justificativa para todo o presente e o futuro; sua profunda ignorância em assuntos econômicos (associado à crença de que seus 18 doutorados lhe dão a autoridade para suspender as leis da economica, incluindo a da oferta e demanda); e seu essencialmente estilo tático de curto prazo.”

O relato continua.

Para ler a íntegra, clique aqui.

NO WIKILEAKS, O FIM DO APARTHEID

Em telegrama no dia 17/01/1990, o consulado dos Estados Unidos em Cape Town relatou conversa com o advogado Essa Moosa, que contava a expectativa de Nelson Mandela de que o presidente Frederik De Klerk anunciaria o fim do banimento do Congresso Nacional Africano (ANC) e de outras organizações políticas, o fim do estado de emergência, o retorno de exilados políticos e a libertação de vários presos políticos, incluindo Mandela.

A implementação das medidas aconteceria logo depois de um discurso de De Klerk no parlamento.


Segundo o telegrama, o governo sul-africano estava preocupado com a adoção da política de “um homem, um voto” nas eleições, entre outros “medos dos brancos”.

O telegrama também menciona a preocupação na África do Sul com uma visita do reverendo Jesse Jackson, pois a presença dele no país poderia ser ruim para a luta se Jackson defendesse o levantamento das sanções quando retornasse aos EUA.

Para ler a íntegra do telegrama no Wikileaks, clique aqui.