terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

OS LÍDERES AFRICANOS - E DO YEMEN - HÁ MAIS TEMPO NO PODER


Hosni Mubarak assumiu a presidência do Egito em outubro de 1981, quando o presidente Anwar El-Sadat foi assassinado.

Outros líderes africanos também estão há décadas no poder.

Alguns assumiram o poder por meio de golpes de Estado.

Outros valeram-se de eleições fraudulentas para se perpetuar no cargo.

Outros ainda usam o argumento de que o povo não está preparado para decidir sobre o próprio futuro.

O levantamento foi feito no ano passado pelo The Christian Science Monitor.



Muammar Qaddafi assumiu o comando da Líbia em setembro de 1969, depois de um golpe de Estado. É o mais longevo e este ano completa 42 anos no poder.


José Eduardo dos Santos virou presidente de Angola em setembro de 1979, com a morte de Agostinho Neto. A expectativa era de que a primeira eleição do país, em 1992, poderia acabar com a guerra civil que o país enfrentava desde a independência, em 1975. A Unita, de Jonas Savimbi, alegou fraude e retomou a guerra. O conflito só acabou em 2002, com o assassinato de Savimbi. Em 2008, o MPLA venceu as eleições parlamentares com 82% dos votos, mudou a Constituição e o modelo das eleições. Com o voto em lista, José Eduardo dos Santos foi reeleito presidente via eleição indireta e assim deve permanecer enquanto o MPLA mantiver maioria no parlamento. Angola, país rico em petróleo e diamantes, possui uma das populações mais miseráveis do planeta.


Teodoro Obiang Nguema Mbasogo assumiu o poder na Guiné Equatorial quando expulsou o próprio tio, Matias, do palácio presidencial, em agosto de 1979. Teodoro foi eleito presidente em 1996 e 2002, nas duas primeiras eleições multipartidárias do país, ambas consideradas fraudulentas.


Robert Mugabe tornou-se primeiro-ministro do Zimbábue em 1980, na sequência da independência do país. O ex-guerrilheiro marxista virou presidente em 1987 e nunca mais deixou o cargo. O país enfrenta grave crise financeira e chegou a ter inflação de 164.900,3% em 2009. Há dois anos Mugabe formou um governo de coalizão com a oposição e o líder oposicionista Morgan Tsvangirai foi indicado primeiro-ministro.


Ali Abdullah Saleh governou o Yemen do Norte por quase 12 anos, começando em julho de 1978, antes de se tornar presidente da então recém formada República do Yemen. Apesar de ter anunciado em 2002 que não tentaria a reeleição, Saleh mudou de ideia e se reelegeu.


Paul Biya assumiu a presidência de Cameroon em novembro de 1982 e está no poder desde então. No livro "Tryrants, the World's 20 Worst Living Dictators", David Wallechinsky escreveu: "De tempos em tempos, Biya organiza eleições para justificar seu reinado, mas o processo eleitoral não tem credibilidade. De fato, Biya detém o título de grande inovador no mundo das falsas eleições. Em 2004, irritado com as críticas de grupos internacionais de monitoramento eleitoral, ele contratou o próprio grupo de observadores internacionais: seis ex-parlamentares americanos, que certificaram que sua eleição foi livre e justa."  


Denis Sassou Nguesso assumiu a presidência da República do Congo num golpe de Estado em 1979, mas foi derrotado nas primeiras eleições do país, em 1992. Ele reconquistou a presidência em 1997 e foi reeleito em 2004.


Para ler o levantamento original no The Christian Science Monitor, clique aqui.

3 comentários:

Anônimo disse...

Faltou dizer que o Yemen não fica na África.

Carlos Alberto Jr. disse...

Agora está dito.
Obrigado plea correção.

Anônimo disse...

Quais as causas dessa perpetuacao no poder ? Sera que isto gera desenvolvimento? Em termos democraticos, sera que nestes paises existe democracia ?