segunda-feira, 7 de março de 2011

JORNALISTAS PRESOS EM ANGOLA AO COBRIR MANIFESTAÇÃO ANTIGOVERNO

Reportagem publicada no Expresso 2000.

ANGOLA: três jornalistas detidos em manifestação
Gustavo Costa, diretor-adjunto do "Novo Jornal", garante que os jornalistas "estsavam a fazer a cobertura da manifestação em Luanda, não se estavam a manifestar"


Lusa
8:27 Segunda feira, 7 de Março de 2011

Cartaz de anúncio da manifestação convocada para Luanda, hoje, que circula na Internet, apela a uma «Manifestação Contra a Ditadura Joseduardizada»
Cartaz de anúncio da manifestação convocada para Luanda, hoje, que circula na Internet, apela a uma «Manifestação Contra a Ditadura Joseduardizada»
Lusa
O diretor-adjunto do "Novo Jornal", Gustavo Costa, confirmou hoje à agência Lusa a detenção de três jornalistas pela polícia de Luanda durante uma manifestação anti-Governo, desconhecendo até ao momento o paradeiro dos detidos. 
"Vou agora sair de casa para saber mais informações, porque neste momento continuamos sem saber do paradeiro dos meus colegas", afirmou Gustavo Costa, contactado telefonicamente em Luanda a partir de Lisboa. 
O diretor-adjunto do "Novo Jornal" adiantou ainda que passou a madrugada a fazer de "bola de pingue-pongue" entre a Polícia Judiciária Provincial e a Polícia Judiciária Nacional para saber informações dos jornalistas detidos. "Disseram-me que não estava lá ninguém, que não sabiam de nada e para me dirigir esta manhã novamente à Judiciária Provincial para me darem informações", explicou. 

Detenção foi uma "estupidez"



Para Gustavo Costa, a detenção dos três jornalistas do "Novo Jornal" foi uma "estupidez" porque, disse, "eles estavam a fazer a cobertura da manifestação, não se estavam a manifestar". "Espero que os meus colegas acabem por sair, porque isto não faz sentido nenhum", acrescentou. 
Cerca de 20 pessoas terão sido detidas hoje de madrugada pela polícia em Luanda quando se concentravam na Praça 1.º de Maio para uma manifestação anti-Governo, segundo informação divulgada pelo portal "Angola 24horas".
O Movimento para a Paz e a Democracia em Angola (MPDA) já exigiu, através de um comunicado, a "libertação urgente e incondicional" manifestantes. Caso contrário, o MPDA promete "tomar medidas repressivas que poderão pôr fim à diplomacia angolana no exterior", sem no entanto especificar.
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